COLINAS DE GOLÃ
por José Plínio de Oliveira*
Quando Abraão deixou a cidade de Ur dos Caldeus, no atual Iraque, para viver em Canaã, levou uma cultura ancestral superior, herdada dos Sumérios. Assim é que Canaã – Terra Prometida por Deus aos filhos de Abraão – incluindo, inclusive, as Colinas de Golã; com as suas áreas verdes floridas e muita água. Dessa forma, Canaã estava propensa a florir Israel como Herança de paz. Pois bem! Saindo do contexto sumério, Abraão aparentava proclamar o Fim da História, sendo ele o último homem de pensamento apurado. Homem a quem se recusa a última réplica, oriundo daquela terra em decadência. Isto porque, a saída de Abraão, já da cidade de Ur dos Caldeus, aponta para a destruição gradativa da civilização autêntica e remota daquela parte do Oriente Médio. Mas, atualmente, no Sul do rio Eufrates, território do Iraque, há a moderna cidade de Nassíria, centro desenvolvido com intensa circulação de automóveis. O certo é que nem só de camelos vivem os árabes, mas de todas as linhas de montagens das indústrias de automóveis. Além destes, a cidade de Nassíria é visitada com frequência pelas pessoas que frequentam os seus cafés, vão aos teatros, ouvem músicas de qualidade e divertem-se. Portanto, resguardadas as devidas proporções, a cidade de Nassíria lembra a Zona Sul do Rio de Janeiro. Porém, as superestruturas da atual Mesopotâmia podem encontrar significado nos espaços de Nassíria.
Não obstante ser uma cidade pequena, Nassíria dispõe de Teatro e outras modalidades de Artes. Data Vênia, como será o Teatro em Nassíria, considerando ser o espaço privilegiado da Arte Clássica, desde Sófocles? Como são os textos a serem interpretados por atrizes e atores, sob direção? Como são os ônus da censura da parte do Estado, considerando ser o Iraque um país islâmico? Pois bem! O Teatro é um espaço clássico e soberano, livre de qualquer censura da parte dos Poderes Constituídos, desde a Antiguidade Clássica. Portanto, o palco é a parte do Teatro em um contexto de absoluta liberdade de expressão. Assim, é que o palco do Teatro – desde a era das Tragédias de Agatão – representa a sobrevida dos atores e atrizes, quando entram em cena. Aliás, o Teatro pode ser considerado o Templo da Arte. Nele – atrizes e atores – são como pessoas possessas pelas personagens que interpretam. E há casos, não sendo poucos, de que interpretes desejam morrer em cena, para não perder a essência da interpretação transcendental, ultrapassando os limites da vida humana. Dessa forma, Hesíodo, na sua Teogonia – Poema Clássico – traduz o caráter poético experimentado por intérpretes, sob influência das musas; que são estrelas de primeira grandeza na Arte de Representar. Atores, Atrizes e Diretores põem suas cabeças em cheque, para não perder o governo das personagens que interpretam. Assim é que a autocracia das musas domina o sentido de cantar a essenciabilidade do sentido exuberante. Canto às Musas!
A Musa, no bom sentido, exerce as funções de Comando Estético. Este comando desautoriza o papel do Estado, enquanto tentativa de monitorar as Artes. A propósito desse monitoramento, na era da ditadura militar no Brasil, foi instituída pelo governo a censura prévia das produções artísticas. Dessa forma, toda e qualquer produção artística, antes de alcançar o grande público, passava por autorização da Polícia Federal. Foi a era das linguagens monitoradas.
A propósito do que acima acha-se escrito sobre o Teatro, Dom Quixote de La Mancha, em uma de suas itinerâncias pela Espanha, deparou-se, certa vez, com um grupo de artistas mambembes que ele confundiu com personas não gratas. Já ia combate-los quando, então, estabeleceu-se um encontro, entre a Arte e a Loucura. Sendo que uma jovem mambembe – que tinha ouvido falar de Dom Quixote – logo o atraiu para uma forma de encenação de uma Comédia Cervantina, naquela parte de uma estrada de acesso a uma cidade do interior da Espanha. Sim, Dom Quixote foi envolvido pela Arte, contracenando com os atores e atrizes mambembes, sem perceber que ele próprio, por um momento, havia se tornado ator de teatro. Neste sentido, a Arte somada à loucura pode contribuir para a recuperação plena do indivíduo sem que ele perceba.
A encenação prosseguiu e o grupo mambembe foi espichando a peça até os limites de uma ternura artística incomparável. Então, a peça teatral mambembe chegou ao fim com Dom Quixote aparentemente curado, naquele momento. Sendo que, naquela ternura artística, Dom Quixote pleno de alegria, despediu-se amistosamente do grupo e tomou o seu rumo. Assim, logo a respeito da Arte Plácida, a Doutora Nise da Silveira, que foi psiquiatra alagoana de renome; tendo sido radicada no Rio de Janeiro; descobriu que poderia tratar os seus pacientes, neles despertando dons artísticos. Então, ela providenciou materiais adequados para que os pacientes mentais produzissem artes pictóricas. Dessa forma, surgiram as Imagens do Inconsciente. Foi um grande avanço para a Ciência Psiquiátrica.
O surgimento de imagens extraídas das profundezas do inconsciente tornaram-se eficazes para as definições de diagnósticos. Sim! Aquela forma de tratamento obtida pela Doutora Nise, veio a revelar que muitos pacientes – através da Arte – passaram a evidenciar que, ao longo da vida, teriam sofrido formas de opressões que esmagaram as camadas do inconsciente. Bem a propósito, parece que o trabalho da Doutora Nise da Silveira revelou ao mundo que o inconsciente é estruturado por camadas superpostas que favorecem a normalidade mental. Essas camadas assemelham-se a placas tectônicas que se pressionadas sofrem espécies de fraturas. Fraturadas, essas camadas implicam em anomalias mentais. De forma que, essa realidade aparenta ser idêntica a um terremoto. Portanto, no caso do inconsciente psiquiátrico, essas fraturas forçam o esmagamento das camadas mentais inferiores, produzindo efeitos patológicos. Porém, com a produção artística, o paciente psiquiátrico vai gradativamente transferindo para a Arte da Pintura, as tribulações da mente atormentada.
Quando o paciente conseguir a transferência das anomalias que o atormentam para desenhos em papéis, vem a melhoria do seu patrimônio mental. Dessa forma, a Doutora Nise da Silveira prestou uma grande contribuição para o tratamento psiquiátrico, através do Museu de Imagens do Inconsciente e de outras possibilidades de tratamento, libertando os pacientes dos choques elétricos, dos encarceramentos, dos vômitos e demais medidas restritivas. A Arte é Libertadora. Dessa forma, pode-se afirmar que as Artes de Nassíria curaram a Mesopotâmia das patologias sociais daquela parte do mundo.
Nassíria está para o Iraque, assim como Ipanema está para a Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Em termos dos comportamentos sócio-intelectuais. Porém, em se tratando de antiguidades sócio-culturais, de herança dos Caldeus, morrem com a diáspora de Abraão. Sendo assim, quem quer que estude a trajetória do Patriarca Hebreu é levado a presumir o Fim da História daquela parte de Mesopotâmia. Isto porque Abraão, juntamente com seu sobrinho Ló, saiu da terra de Ur muito rico com muito gado e materiais preciosos. Portanto, Abraão ser torna o último homem de valor, saído de entre os rios Eufrates e Tigre, na Mesopotâmia. De fato, a diáspora do Patriarca de Canaã, de certo modo, é um marco regulatório possível da evolução do Crescente Fértil, no que diz respeito ao desenvolvimento integral do Povo Semita, sob a liderança patriarcal de Abraão. Nesta perspectiva de leitura, esse líder hebreu, deixando aquela parte da Mesopotâmia, atualmente submersa nas areias do deserto, fica muito próximo da visão ideológica do Fim da História e o Último Homem, da autoria de Francis Fukuyama.
Yoshihiro Francis Fukuyama, filósofo e economista Político, nipo-estadunidense, inicialmente formado em Letras, Fukuyama surpreendeu o mundo ao profetizar o Fim da História. Tese defendida em um curso de pós-graduação. Esta Profecia causou grandes incômodos polêmicos entre os historiadores. Inclusive Eric Hobsbawm, o Príncipe dos Historiadores do século XX.
Naquela era, que Eric Hobsbawm classificou de O Breve Século XX, Fukuyama integrava uma linha neoconservadora. Porém, com o fim da União Soviética e a Queda do Muro de Berlim, ele pronunciou-se em uma situação progressista. Agora, porém, o fato de Fukuyama ser trazido para esta produção escrita, diz respeito a trazer Israel para um debate mais contemporâneo.
Em que pesem algumas considerações polêmicas, – óbvio que perante as necessidades imperativas de defesa – é imprescindível reforçar a defesa de Israel na contemporaneidade. Dessa forma, as relações diplomáticas são muito eficientes.
A propósito do que acima acha-se escrito, Anwar Al Sadat, líder político e militar do Egito, tomou um avião no Cairo e desembarcou em Jerusalém, para negociar a Paz em termos de diplomacia. Dessa forma, o Egito foi o primeiro país árabe a reconhecer o Estado de Israel. De sorte a deixar muito claro que a diplomacia é – sem dúvida – um do melhores meios de se alcançar uma PAZ duradoura. Um outro exemplo significativo, foi o gesto do Papa João XXIII que, ao passar de carro na frente da Sinagoga de Roma, em um dia de sábado, mandou parar o veículo em que viajava e abençoou as pessoas que saíam da Sinagoga. A PAZ é possível! Daquele momento em diante, foram aperfeiçoadas as relações cordiais entre cristãos e judeus.
É indispensável ter uma noção de que a PAZ é possível; levando-se em conta que, ao alcançar a Terra Prometida, o Patriarca de Israel tirou do seu coração o propósito de pôr em prática a construção de uma Terra de Paz Profunda. Para tanto, aperfeiçoando as possibilidades de vida plena em Israel. Agora, considerando uma intervenção de Israel e a tomada das Colinas de Golã, em um contexto sino-progressista, deflagrado na histórica Guerra dos Seis Dias. Sendo que nessa guerra, Israel teve que lutar em sua defesa contra a Síria, o Egito, a Jordânia e o Iraque, sob o comando do Ministro da Defesa de Israel, Moshe Daian, personalidade militar carismática na Defesa de Israel.
Moshe Daian, sempre com uma venda no olho esquerdo, teve um papel preponderante na defesa de Israel. Aliás, uma guerra que poderia durar cinco ou dez anos, sob o comando israelita de Moshe Daian, durou somente seis dias. O sétimo dia é de descanso para Israel. Assim é que, naquela guerra em que Israel ocupou as Colinas de Golã, ficou mais do que óbvio que, se o Estado de Israel estivesse organizado antes da II Guerra Mundial, as atrocidades nazistas não teriam sido perpetradas contra o Povo Hebreu. Este povo organizado em termos de defesa, esmagaria Hitler e seus comparsas em uma guerra de – no máximo – quatro dias. Tudo em termos de defesa, sob o comando do general Moshe Daian. Logo, em se tratando das Colinas de Golã, que antes da Guerra dos Seis Dias integrava o território sírio, foi uma grande conquista do Estado de Israel.
Golã é uma área estrategicamente importante para a defesa de Israel. Situada nas fronteiras da Síria, Líbano e Jordânia, as Colinas de Golã possibilitam uma visão muito ampla do território israelita e dos países que fazem fronteiras com Israel. Além disso, é um planalto fértil, rico em segurança hídrica e em terras cultiváveis. Aliás, do ponto de vista da cultura agrícola, é uma área significativa que pode ser associada ao Vale do Bekaa, importante área agrícola no Líbano. Pois bem, estudadas em termos ecológicos – do ponto de vista das produções escritas de Félix Guattari – tratando dos âmbitos ecológicos europeus, pode-se articular a comparação em que as áreas do Crescente Fértil são propícias para a elucidação da PAZ. Isto porque, a Natureza límpida é um hipertexto ecológico que nos permite pensar em termos de Harmonia; agregando valores significativos.
O Vale de Bekaa tem um relevante significado para o conhecimento do mundo. Ele é estudado como sendo a primeira região do mundo em que se desenvolveu a agricultura sedentária. Sendo assim, o sedentarismo se fez com o apoio logístico da Natureza; quando ela oferece ao homem meios de sustentação pacífica integral. Nesta possibilidade de leitura, deve-se levar em conta que a Natureza atraiu os seres humanos daquela era para desenvolverem culturas de sustentabilidade. Sendo que a sustentabilidade é uma Herança de PAZ. Jerusalém que o diga. Portanto, as culturas, consagradas por mãos humanas, ainda representam valores pacíficos de preservação do meio ambiente. Aliás, se a preservação da Natureza levou os homens a cultivarem uma PAZ PROFUNDA, naquela área de Bekaa, então a Humanidade deve ser pensada em harmonia com o meio ambiente, como sendo a garantia da PAZ. Então o homem é – também – um ente ecológico na face da terra. Laudato Si. Portanto, uma intervenção bélica contra a pessoa humana degrada os espaços ecológicos. Há uma conexão séria entre o homem e a ecologia.
A seriedade com que as Ciências Humanas estudam as Colinas de Golã deve ser percebida pelos homens como um compromisso de preservação do mundo. Assim é que Golã, com as suas áreas de um verde exuberante, de muita água e de flores sensíveis, pode e deve tornar-se um espaço de garantia pacífica de equilíbrio do mundo. Este equilíbrio – com certeza – é o locus da profecia bíblica, de equilíbrio entre as Colinas de Golã e o Monte Carmelo, que é o coração sensível de Jerusalém. Portanto, o Monte Carmelo, com as suas flores cálidas, está para Jerusalém, assim como as Colinas de Golã estão para Israel.
Israel, que tem o Jardim Botânico, quiçá, mais antigo do mundo – em que Jesus Cristo foi preso, para ser crucificado – leva-nos a pensar, por mero exemplo, que os chefes dos poderes constituídos deste universo, gostam de discursar em salões ornamentados com flores harmoniosas, como se os discursos fossem proclamados a partir de verdadeiros altares de poder. Não se entende que a harmonia das flores contrapõe-se – por exemplo – ao Império Nuclear que ameaça o mundo contemporâneo. A propósito deste pensamento, mesmo quando governantes anunciam guerras desastrosas e ameaçam o mundo com petardos nucleares, ocupam salões ornamentados com flores de beleza incomparável. A propósito da incomparabilidade, das flores cálidas com os discursos bélicos, é oportuno pensar o desastre catastrófico de Chernobyl. Assim é que, as flores esturricadas de Chernobyl dão o testemunho da flagelação ambiental, que deveria sensibilizar os chefes de Estado, que gostam de discursar entre grandes ornamentos de flores de variegadas cores. Por exemplo, os chineses são mestres no sentido de ornamentações dos espaços de poder. Aliás, quem quer visualize o centro do poder estadunidense, a chamada Casa Branca, fica fascinado com a brancura da Casa e com o jardim suntuoso que a circunda. A propósito, há flores nobres nos jardins da Casa Branca, assim como plantas verdejantes em plena harmonia com aquele universo de flores. De sorte, quando as mídias exibem imagens aéreas da White House, ela aparece cercada por uma imensa área verde em que se poderia presumir um espaço de proclamação PAZ. Uma PAZ que deixa transpirar uma plena harmonia estética de uma Natureza serena. Dessa forma, é imprescindível pensar com é possível que um Chefe de Estado, cercado de verde e de flores de cores diversas e amistosas, determina um ataque a uma nação atingindo uma creche e um hospital infantil. Como é possível imaginar a natureza nessas circunstâncias? Aliás, ultimamente, a natureza aparenta estar reagindo aos ataques que lhe estão sendo deflagrados. Desse modo, há uma sequência de terremotos, e nestes últimos dias o mundo acompanha perplexo os deslizamentos de gelo, lama e rochas da Cordilheira do Himalaia, principalmente, no Nepal e no Tibete.
No Himalaia fica situado o Monte Everest, dito, o Teto do Mundo, assim como o Monte Carmelo, cercado do verde Mediterrânio, é o teto da Religião Judaica. Porém, a propósito do Monte Carmelo, considerando a referência ao Monte Sinai. Embora este não esteja em território de Israel, todavia aparenta ser tributário do Monte Carmelo, dadas as suas relações proféticas. Neste sentido, parece haver e há, um fio condutor holístico – no sentido de considerar-se o todo holístico que aqueles Montes evidenciam, relacionando o Monte Carmelo com o Monte Sinai.
O Monte Carmelo não existiria como parte de um sistema ecológico, mas existe como o todo de um Universo que assegura a identidade holístico-religiosa do Estado de Israel. Aliás, estas relações deviam ser estudadas com esmero, porque o Monte Sinai ou Monte Horebe não existiria sem a proeminência do Monte Carmelo. A propósito, no Monte Sinai ou Monte Horebe, Moisés recebeu as placas em que estão esculpidos os Dez Mandamentos. Porém, é no Monte Carmelo que esses Mandamentos ganham força com os Profetas que admoestam os Judeus a cumprirem os Mandamentos recebidos por Moisés. É como se Moisés, do alto do Monte Horebe, acenasse com as tábuas da Lei para os Profetas do Carmelo. Portanto, neste sentido, deve haver, e há, uma conexão entre as potencialidades geográficas de compleição religiosa ou identitária. Bem a este respeito de conexões, em tempos recentes, foi publicado que em uma imensa torre de observação da Floresta Amazônica teriam sido encontradas espécies do Deserto do Saara. Daí se interroga, existiria a Floresta Amazônica sem o oposto conectivo do Deserto do Saara? Naquele deserto, talvez, estejam fixadas as formas invisíveis – a olho nu – de uma conexão geográfica que estimula estudos holísticos apurados e competentes.
Se o Deserto do Saara, em era remotíssima foi uma imensa floresta, então, a Floresta Amazônica, talvez possa ter uma relação de filiação com o Saara (ou não!). Portanto, a espécie procedente do Deserto do Saara que veio parar em uma torre de observação da Floresta Amazônica é um dado muito importante. Neste sentido, também o Tibete do Dalai-Lama é percebido em sua conexão com a Cordilheira do Himalaia.
Debruçados sobre a borda do Himalaia – antes da invasão chinesa – os monges tibetanos conheciam profundamente a Cordilheira do Himalaia, como garantia de sustentação do Tibete. Dessa forma, o diálogo entre o Tibete e o Himalaia é intrínseco. Portanto, se o Himalaia é ferido, o Tibete sofre. Isto ocorreu agora com os desastres catastróficos das avalanches dos últimos dias, que atingiram o Nepal e o Tibete. Muitos dos monges tibetanos, percorrem espécies de cavernas naquela Cordilheira onde encontram vegetação delicada e sensível, plantas e flores utilizadas nas curas de doenças. Nesta perspectiva de leitura, se o Universo é holístico – sob certos aspectos – a Cordilheira dos Andes contracena com a Cordilheira do Himalaia (ou não?). Tudo isso depende de estudos. Assim como, por exemplo, as Colinas de Golã ainda carecem de profundas leituras.
Por que Golã precisou de uma guerra para resguardar a sua relação holística com Israel? O ódio macabro dos países vizinhos de Israel é inexplicável. Por isto, coube ao Ministro Levi Eshkol agir com “Mão-de-Ferro,” para aniquilar o Locus do Ódio. Talvez oriundo do Complexo de Ismael.
Nos últimos dias, o mundo civilizado foi surpreendido com os resultados das eleições na Alemanha, em que a extrema direita volta a exercer um poder em que dominou aquele país na II Guerra Mundial. Naquela era macabra, a Extrema Direita Alemã apoiava as atrocidades do nazismo de Hitler, portanto, não se podia presumir que agora – quando as Democracias são consolidadas em grande parte do mundo – que a Extrema Direita Nazista volte a ameaçar e a constranger o mundo pacífico e democrático. Aliás, os resultados das eleições na Alemanha surpreenderam o próprio senso Democrático naquele país da Europa. Agora, cabe a Israel organizar com as Nações Amigas as vias pacíficas de resistência a toda e qualquer forma de violação dos Direitos Inalienáveis da Humanidade. É imprescindível agir agora antes que males maiores venham a acontecer. A propósito, a Extrema Direita Reacionária é semelhante a um meteoro em chamas que se choca com a Esfera Democrática, causando sérios danos aos países democráticos. Agora, como se não bastasse, também a Suécia elege a Extrema Direita Reacionária. Dessa forma, é o momento de Israel refletir.
Serrinha, Bahia, 16 de setembro de 2026.
*PROFESSOR DE LITERATURA BRASILEIRA, APOSENTADO DO CAMPUS
XXII DA UNEB, UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, EM EUCLIDES DA CUNHA.
Leave a Comment